Fui comprar algumas frutas hoje e parei encantada por uma orquídea, pensei em comprá-la, mas fiquei tão paralisada admirando sua beleza que um filme veio a cabeça, não sei por que, só sei que veio e por algum tempo com olhar fixo, estático e o pensamento longe. Fui embora atordoada, não comprei nada do que queria, tudo errado e o principal, não comprei aquela orquídea branca que tanto me impactara. É incrível como são as ramificações do cérebro, como que uma coisa remete a outra e no fim para em outra que não tem ligação nenhuma com a primeira. Passei o dia todo dormente, como se estivesse fora de órbita, com a pressão baixa, dormente... acordei com um pesadelo horrível e tive duas notícias muito ruins ao longo do dia, uma delas, era a morte de um amigo querido por COVID. A vida é um sopro! Apenas um piscar de olhos e tudo muda, a vida, o vento, a rota e os pensamentos. Depois de duas xícaras de café forte e amargo consegui voltar à vida, e por mais que o sentimento de tristeza me assaltasse o peito, lembrei do seu Zé sorrindo com os olhos cheios de amor, porque ele emanava amor, sempre devoto de Nossa Senhora e com uma energia de dar inveja, deve estar lá no céu falando: “ Não chorem! Aqui tudo é tão lindo! E eu estou bem! Estou feliz! Portanto, alegrem-se e um dia nos veremos novamente.” Talvez a orquídea representasse sua delicadeza, talvez a orquídea representasse minha fragilidade. Talvez apenas a beleza, o amor, a vida ou a Felicidade que eu deixei para trás.
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