A calada da noite fria, me deparo só comigo mesma, numa solidão assustadora. Tudo está na mais perfeita ordem, os armários impecáveis, roupas lavadas e passadas, a casa super limpa e organizada. Ligo a Tv nada me prende, resolvo ler e não consigo me concentrar, vou para a cozinha e faço um chá, escuto uma música, deito na cama e o meu teto continua estrelado, e me lembro de quando eles tinham dez e oito anos,o quarto era deles e eu toda noite contava histórias e me deitava com eles para ver esse "céu" estrelado e ficávamos eu e Thiago contando quantas estrelas haviam. Vou no quarto deles e eles não estão aqui, apenas Thadeu e Maria com a mesma idade deles, percebi como o Mundo gira e me pego assim de novo, sozinha com os pequenos e dessa vez sem a ajuda dos maiores, sem marido, sem emprego, sem muitas esperanças, com muitos sonhos, mas em vão, esperando que algo extraordinário aconteça, mesmo eu sabendo que não vai acontecer,e me cobro de todas as maneiras possíveis e imagináveis, acho que fiz tudo errado. O choro lavado embaça meus óculos, escuto uma música baixinha e muitas vezes tento ajudar as pessoas, resolvo, mostro e aponto soluções, tento salvar casamentos e a vida das pessoas e esqueço de mim, esqueço que tenho uma vida que por mais que eu lute para fazê-la valer a pena, eu sei que eu morro um pouco mais e mais a cada dia, todos os meus sentidos estão afetados, estou paralisada nas dores do momento, que me atravancam e me impedem de viver, de avançar...
Eu desabo, quando me calo, há buracos enormes em mim, onde estão os pedaços que estão faltando, é como um quebra cabeça incompleto, como eu ficaria se encontrasse essas partes? Estaria completa? Muito mais complexo do que isso, vou encontrar essas partes?Existem partes a serem encontradas? Sou capaz de preencher esses buracos feitos, deixados ao longo de 39 anos de vida? Incompleta é uma palavra que me define muito bem, pois é assim que eu me sinto na maior parte do tempo e desordenada também, sem um rumo, sem um norte, um porto seguro.
O que há de errado comigo? Onde foi que eu perdi as rédeas da minha vida? Onde foi que eu me perdi de mim? Onde eu estava, no lugar errado, ao invés do certo que eu deveria estar? Há o certo e o errado? Há caminhos que não deveriam ser traçados? Há duvidas contantes, perguntas sem respostas, livre arbítrio, caminhos, direita, esquerda, sim , não, dia, noite, hoje, agora, amanhã, depois, frio, calor, praia, cachoeira, partir, ficar... Tudo são escolhas e nossas escolhas nos definem e nos moldam a todo momento
13 de junho de 2016
Borboleta Azul
Pra não dizer que não falei das flores, cita apenas flores ao chão
Quero muito mais do que uma canção
Lembrando Mario Quintana ou qualquer autor desconhecido
Continuarei cuidando do Jardim
Minha linda Borboleta Azul indo e vindo
deixando meu coração partido
Um buraco, um ócio, um frio
Difícil lidar com essa perda, essa ausência sofrida
Toda vez que vem a despedida
A dor não é banida
Aqui tem amor, calor, doce, colo de Mãe
Seus irmãos, seu lar
Todos te pedem para ficar
E mais uma vez se vai
Minha Borboleta Azul
Voa um voo oprimido, sofrido
Não a vejo voar com amplidão
E por mais que digas:
Estou bem, estou feliz
Tudo que não encontro é a felicidade
Volto,
Cuido do Jardim
e, sim, as flores estão no chão
murchas, mortas,
sem cor, sem vida
na ausência da linda Borboleta Azul
Ela vai e eu nunca sei quando volta
A dor fica, se instala, até que me acostumo
Volto a cuidar do jardim
Ele fica lindo, florido, perfumado
e a Borboleta Azul volta.
para de novo trazer alegria
e quem sabe um dia
ela resolva ficar.
Quero muito mais do que uma canção
Lembrando Mario Quintana ou qualquer autor desconhecido
Continuarei cuidando do Jardim
Minha linda Borboleta Azul indo e vindo
deixando meu coração partido
Um buraco, um ócio, um frio
Difícil lidar com essa perda, essa ausência sofrida
Toda vez que vem a despedida
A dor não é banida
Aqui tem amor, calor, doce, colo de Mãe
Seus irmãos, seu lar
Todos te pedem para ficar
E mais uma vez se vai
Minha Borboleta Azul
Voa um voo oprimido, sofrido
Não a vejo voar com amplidão
E por mais que digas:
Estou bem, estou feliz
Tudo que não encontro é a felicidade
Volto,
Cuido do Jardim
e, sim, as flores estão no chão
murchas, mortas,
sem cor, sem vida
na ausência da linda Borboleta Azul
Ela vai e eu nunca sei quando volta
A dor fica, se instala, até que me acostumo
Volto a cuidar do jardim
Ele fica lindo, florido, perfumado
e a Borboleta Azul volta.
para de novo trazer alegria
e quem sabe um dia
ela resolva ficar.
5 de junho de 2016
Palavras ou Sentimentos?
Chove e para. Será que chove? Será que a fria noite vai dar luz ao sol? Será apenas nuvens a passar? Sorrateiramente, incandescente, ligeira, passageira. Talvez "aquela" certeza, talvez sob o mesmo céu, a lua., as estrelas, um final feliz, uma gota, uma esperança, o coração que bate, a vida que pulsa, a hora que não para, o rio que corre, o tempo que não volta, palavras soltas, um carinho, um cafuné, sim, mais um café, uma sinfonia, um chocolate, uma taça de vinho, meu macacão preto de linho, uma doce memória, destrói,reconstrói nossa história, tantas feridas, tantas risadas, mágoa, inteligencia emocional, afetiva, vazio , oco, do chão ao céu, do dia, da noite, ahh! Do lusco fusco, anos, tantos anos, quase quarenta, paro, passo, repenso, me invento, resiliente, inteligente, pertinente, diferente, as vezes contente, altas horas, sala, pijama, sonhos, sábado, madruga, luz, unhas vermelhas, pernas arrepiadas, sofá esticado, um doce perfume, todos dormem, muitos mosquitos, humm, esquisito, brigadeiro, janeiro? Junho, julho, festa, voltas, idas e vindas, vamos seguir, sorrir, fazer valer, ver, viver, amuleto, sorte, forte, amor, dor, lado, lado, proteção, moldura, esperança,criança, menina, mulher, moleca, sapeca, princesa, certeza, amanhã, futuro, um grito no escuro, uma boa remada, pausa, um mergulho no mar, aguas cristalinas, vento nos cabelos, o frio sol da manhã, dúvidas, incertezas, muitos exames, em fim ou enfim? Vou apagar a luz, um copo de água, sorry now? Rsrsrs sorry, vou dormir, não sei por que, não tem motivos, mas... Feliz!
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