Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade. Martha Medeiros
27 de dezembro de 2020
Tempo
25 de dezembro de 2020
Pra Ser Sincera
Pra ser sincero
Não espero de você
Mais do que educação
Beijo sem paixão
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos
Pra ser sincero
Não espero que você
Minta
Não se sinta capaz
De enganar
Quem não engana
A si mesmo
Nós dois temos
Os mesmos defeitos
Sabemos tudo
A nosso respeito
Somos suspeitos
De um crime perfeito
Mas crimes perfeitos
Não deixam suspeitos
23 de dezembro de 2020
Vida
O ano está acabando e na maioria das vezes a nostalgia nos assola. Para hoje eu tinha planos! Muitos planos! Um passeio de barco, mas está chuviscando, um por do sol com um balanço, mas não tem sol. Então! O passeio tão planejado com um casal de amigos e os filhos em um barco particular ficam para a próxima. Ou eu me lamento ou entendo que foi bom, pois preciso descansar. Tudo depende da energia que você deposita. Sim! Mas também depende do seu olhar para as situações. Reclamamos tanto de 2019 e projetamos tantos sonhos e esperanças para 2020, um ano que numericamente é lindo, mas que veio para nos mostrar que por mais que façamos planos, não temos o controle de nada, por mais que ansiamos viver, a morte é a nossa única certeza. Não sei vocês, mas eu nunca imaginei que fosse viver uma pandemia, e ela despertou as mais diferentes reações. No início o pânico e o medo tomaram conta, depois veio a audácia de pensar que nada iria acontecer. As coisas foram afrouxando e os mortos não eram nossos mortos, e começamos a viver com a ideia de aprendizado cotidiano com a pandemia. Ledo engano!! Os mortos começaram a ser os nossos mortos, e cada vez mais pessoas próximas partiam. Seja pela Covid, sejam por outras doenças e ou complicações através dela. E lidar com a dúvida, a incerteza, a incógnita nos deixam totalmente desestruturados, sem chão, sem perspectivas e projeções concretas futuras E o que eu sempre digo à vocês? Um dia de cada vez! Com responsabilidade. A cada dia cabem as suas dores e suas alegrias. Não podemos mudar o que já aconteceu e não temos ideia de como será o amanhã, só temos o hoje e ele determina o nosso futuro. Somos seres humanos em constante processo de construção, processo esse que só finda com a morte. Se buscamos ser pessoas melhores para nós e para os outros, estamos na esfera do humano, caso contrário somos apenas seres habitantes nesse mundo. A psicologia me transforma com cada pessoa que entrelaça meu caminho, e nesses poucos anos de profissão, vi pessoas partirem, pessoas se curarem do câncer, pessoas com doenças raras, pessoas que sofreram perdas dolorosas e pessoas que vivem seus lutos. Pessoas que sofrem por doenças do corpo e da alma, pessoas peedidas tentando se encontrar, pessoas ansiosas, com transtornos e buscando a “cura”.O que eu procuro fazer, vai para além da escuta terapêutica e do saber científico, é criar pontes com quem chega à mim no sofrimento, não criar abismos que apartam terapeuta x paciente (cliente) uma psicologia humanizada que se dá a todo momento no “entre”, pois somos seres humanos em relação. E eu me percebo feliz assim, os que estão comigo podem me dar esse Feedback e até então continuam. Sabemos que com a virada do ano nada muda, mas que ao menos nós, possamos mudar nosso comportamento, nosso olhar, possamos não nos cobrar tanto, possamos sentir a ausência e chorar nossas perdas, possamos largar o relacionamento abusivo, se olhar, se amar, possamos não exigir tanto de nós e do outro, possamos ter o cuidado minucioso de enxergar os pequenos detalhes do dia que nos atravessam, seja olhar pro céu, pro sol, pro mar, para as estrelas, para a lua, para as nuvens que passam, seja deixar o vento, o sol ou a chuva bater no seu rosto e contemplar o doce prazer de estar vivo, com ou sem o prazer de viver. Nada perdura para sempre, nem as alegrias e nem as tristezas, permita-se sentir e viver o processo da retomada de si, do seu eu, do autoconhecimento, de se pertencer, de ter a consciência de onde você veio e para onde você vai, e o mais importante, quem você está se tornando ao longo do caminho. Então! Eu lhe desejo aquilo que você tem: VIDA! Não importa como ela esteja no momento, pode e vai melhorar, só depende de você. Um Feliz Natal ( pra quem acredita e pra quem não acredita também) que você possa nascer de novo, pois a todo momento nos é dado a oportunidade de recomeçar, os que partiram querem que você viva e viva em abundância. Um Feliz 2021 e que ele venha repleto de paz, porque quem está em paz tem tudo. São os votos da sua psicóloga Luciana Silva - Cabo Frio- RJ
16 de dezembro de 2020
Todo Sentimento
Preciso não dormir
O tempo
Da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar
E urgentemente
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo o sentimento
E bota no corpo uma outra vez
Até o amor cair
Doente
Doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro, com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei, como encantado
Ao lado teu