"Assim, a parte inicial de sua vida lhe ensinara que, embora se possam contar histórias ou escrever poemas sobre a vida, não se pode tornar a vida poética, vivendo-a como se fosse uma obra de arte (como fez Goethe) ou utilizando-a para a realização de uma "ideia". A vida pode conter a "essência" (o que mais poderia?); a coleta, a repetição na imaginação, podem decifrar a essência e oferecer-lhe o "elixir"; e finalmente até se pode ser um privilegiado capaz de "fazer" algo com isso, "compor a história". Mas a vida em si não é essência nem elixir e, se se a trata como tal, ela só pregará peças."
H. Arendt, "Isak Dinesen, 1885-1963"